Acredite em seus sonhos, mesmo quando você ainda não souber exatamente como realizá-los.
Pode parecer uma frase simples, mas, se pararmos para refletir, vamos perceber o quanto é difícil colocar isso em prática quando deixamos de confiar em nós mesmos.
Eu sempre fui uma pessoa curiosa, atenta às situações e apaixonada por boas histórias.
Sempre gostei de conhecer pessoas, conversar com estranhos e descobrir um pouquinho sobre a vida de quem cruzava meu caminho.
Às vezes, eu conversava com alguém por um bom tempo e ia embora sem nem dizer meu nome.
Simplesmente porque gostava daquela troca, daquela oportunidade de conhecer outras histórias e enxergar o mundo por diferentes perspectivas.
Mas, em algum momento, fui me perdendo de mim mesma.
Aos poucos, aquela pessoa curiosa, que gostava de conversar e conhecer gente nova, começou a dar lugar a alguém que preferia passar despercebida.
Quando chegava a um ambiente, fazia de tudo para não ser notada.
Se alguém puxava conversa, eu respondia, mas já não demonstrava o mesmo interesse de antes.
E o mais curioso é que essa mudança aconteceu tão gradualmente que eu nem percebi o quanto estava me afastando de quem sempre fui.
Eu não entendia o que estava acontecendo comigo e muito menos imaginava que, por trás daqueles comportamentos, poderiam existir pensamentos e hábitos que estavam limitando minhas possibilidades.
Como a autossabotagem nos afasta do nosso potencial
Com o tempo, comecei a evitar situações que antes faziam parte da minha rotina.
O telefone tocava e, muitas vezes, eu não atendia, mesmo sem saber o motivo da ligação.
Chegavam mensagens pelo WhatsApp, eu passava o olho e deixava para depois, sem sequer abrir a conversa.
Às vezes, sabia que aquela mensagem poderia ser importante, mas não queria lidar com o que poderia vir depois.
Hoje, olhando para essas situações, percebo quantas oportunidades posso ter deixado passar.
Quantas conversas poderiam ter aberto portas?
Quantas possibilidades talvez estivessem escondidas em uma ligação que eu não atendi?
Não tenho como saber.
E, sinceramente, não quero ficar presa tentando descobrir o que poderia ter acontecido.
O passado pode nos ensinar muita coisa, mas não precisa se transformar em um lugar onde ficamos morando.
O que importa agora é reconhecer o que aconteceu e decidir como queremos agir daqui para a frente.
Naquela época, eu não tinha a consciência que tenho hoje.
Um comportamento que começou aparentemente sem importância foi se repetindo até se tornar um hábito.
A autossabotagem pode acontecer dessa maneira: nem sempre aparece como uma grande decisão de desistir de alguma coisa.
Às vezes, ela está nas pequenas fugas, nas respostas que adiamos, nas oportunidades que evitamos e nos passos que deixamos de dar porque imaginamos antecipadamente que alguma coisa vai dar errado.
Quando percebemos, já estamos vivendo de uma maneira muito diferente daquela que gostaríamos.
Os sabotadores mentais e as histórias que contamos para nós mesmos
Com um tempo meus pensamentos passaram a influenciar minha disposição para agir.
Quando uma situação exigia uma atitude, um posicionamento ou alguma responsabilidade, minha mente começava a imaginar os cenários mais negativos.
Eu pensava que não conseguiria, que outra pessoa estava mais preparada ou que aquilo daria trabalho demais.
Quando uma situação exigia uma atitude, um posicionamento ou alguma responsabilidade, minha mente começava a imaginar os cenários mais negativos.
Eu pensava que não conseguiria, que outra pessoa estava mais preparada ou que aquilo daria trabalho demais.
Era como se eu desistisse antes mesmo de tentar.
E, quando evitamos uma situação por medo de não dar conta dela, sentimos um alívio momentâneo.
O problema é que esse alívio pode reforçar o hábito de fugir sempre que algo parece difícil.
Assim, aquilo que evitamos hoje pode se tornar ainda mais assustador amanhã.
Quando deixamos de acreditar em nossa própria capacidade

Lembro de situações em que falar em público, algo que antes não representava um grande problema para mim, passou a ser motivo de ansiedade.
Os pensamentos ficavam acelerados, eu tinha medo de as pessoas rirem de mim e, no momento de falar, parecia que as palavras perdiam a ordem dentro da minha cabeça.
A apresentação não saía como eu gostaria e, em vez de usar aquela experiência para aprender, eu terminava o momento alimentando ainda mais os pensamentos negativos.
Era como se cada experiência difícil servisse de prova para confirmar aquilo que eu já imaginava sobre mim.
Perceba como esse ciclo pode ser desgastante: pensamos que não somos capazes, evitamos tentar ou enfrentamos a situação com tanto medo que temos dificuldade para demonstrar o que sabemos.
Depois, usamos o resultado para reforçar a ideia de que realmente não somos bons o suficiente.
O mais importante é entender que nossos pensamentos nem sempre representam a realidade.
Sentir medo não significa ser incapaz.
Ficar nervoso não apaga tudo o que aprendemos.
E precisar de tempo para desenvolver uma habilidade não significa que nunca conseguiremos realizá-la.
Acredite em seus sonhos, mas aprenda também a questionar as histórias negativas que conta a si mesmo.
Acredite em seus sonhos: reconheça as oportunidades que chegam até você
Um dia, participei de uma palestra que me fez refletir profundamente.
A palestrante trouxe uma ideia que ficou comigo: imagine que você pede algo a Deus.
Muitas vezes, a resposta não chega na forma de um milagre pronto, mas por meio de ferramentas, pessoas, ideias e oportunidades que aparecem no caminho.
Aquilo me fez pensar em quantas vezes podemos pedir por uma mudança, desejar uma vida diferente ou sonhar com uma realização e, quando surge uma oportunidade, não nos sentirmos preparados para aproveitá-la.
É como se pedíssemos uma porta aberta, mas, quando ela aparece, nossa primeira reação fosse pensar: “Eu não sou capaz de entrar por ela”. Ou então: “Isso não vai dar certo para mim”, “Existem pessoas muito mais preparadas” ou “E se eu fracassar?”.
A reflexão ficou ainda mais forte quando comecei a lembrar das vezes em que as pessoas me elogiavam, diziam que eu era inteligente e que tinha capacidade para realizar muitas coisas.
Em vez de acolher aquelas palavras, eu duvidava delas.
Dava uma risadinha e respondia: “Eu mesma não!”.
Hoje, percebo que nem sempre é fácil reconhecer as próprias qualidades.
Às vezes, conseguimos enxergar o potencial de outras pessoas com muito mais facilidade do que o nosso.
Mas será que precisamos esperar que alguém acredite em nós para começarmos a fazer alguma coisa?
E quantas oportunidades deixaremos passar enquanto esperamos nos sentir suficientemente bons?
A fé pode nos ajudar a encontrar sentido, coragem e esperança, mas nós também precisamos fazer a nossa parte.
Se uma oportunidade aparece, podemos estudá-la, buscar orientação, desenvolver as habilidades necessárias e dar um passo de cada vez.
Não precisamos saber tudo antes de começar.
Como acreditar em seu potencial e começar a realizar seus sonhos
Se você também sente que está deixando oportunidades passarem por medo, insegurança ou falta de confiança, quero compartilhar algumas atitudes que podem ajudar nessa mudança.
Não existe uma fórmula mágica, e eu também continuo aprendendo.
Mas acredito que pequenas escolhas podem nos ajudar a construir uma relação mais saudável com nós mesmos.
Veja algumas maneiras de começar:
- Questione seus pensamentos negativos: quando pensar que não é capaz, pergunte a si mesmo quais evidências realmente sustentam essa ideia. Nem todo pensamento merece ser tratado como verdade.
- Reconheça suas qualidades: em vez de rejeitar um elogio automaticamente, experimente agradecer e refletir sobre o que aquela pessoa enxergou em você.
- Pare de esperar o momento perfeito: você pode começar mesmo sem ter todas as respostas. O conhecimento e a experiência também são construídos durante o caminho.
- Enfrente pequenas situações que costuma evitar: responda àquela mensagem, retorne uma ligação ou manifeste sua opinião quando sentir que precisa. Comece por desafios possíveis.
- Aprenda com os erros sem transformar tudo em fracasso: uma experiência que não saiu como esperado pode mostrar o que precisa ser desenvolvido, em vez de definir sua capacidade.
Não é preciso mudar tudo de uma vez.
O objetivo não é se transformar em alguém que nunca sente medo, mas aprender a não permitir que o medo tome todas as decisões por você.
Cada pequena atitude pode ajudar a construir uma nova percepção sobre si mesmo.
Quando você começa a agir apesar da insegurança, passa a reunir experiências que mostram que é possível aprender, adaptar-se e enfrentar situações que antes pareciam impossíveis.
Não espere estar pronto para dar o primeiro passo
Existe uma frase que faz muito sentido para mim: é melhor fazer algo imperfeito do que passar a vida inteira esperando pela perfeição.
Muitas vezes, ficamos tão preocupados em fazer tudo da maneira certa que não fazemos absolutamente nada.
Queremos ter certeza de que vai dar certo, saber todas as respostas, dominar cada detalhe e evitar qualquer possibilidade de crítica.
Só que a vida não costuma funcionar dessa maneira.
Nem sempre teremos segurança, nem sempre saberemos qual será o resultado e nem sempre encontraremos o caminho mais fácil.
Acredite em seus sonhos mesmo quando ainda estiver aprendendo.
Se deseja mudar de carreira, comece pesquisando as possibilidades.
Se quer desenvolver uma habilidade, procure aprender um pouco a cada dia.
O primeiro passo não precisa ser grandioso; precisa apenas ser possível.
Também precisamos compreender que confiar em nós mesmos não significa acreditar que somos melhores do que os outros ou que conseguiremos tudo sem dificuldades.
Significa reconhecer que temos capacidades, limites e possibilidades de crescimento.
Significa aceitar que podemos precisar de ajuda, cometer erros e recomeçar sem que isso nos torne menos capazes.
E, por favor, não deixe que o medo da opinião alheia decida o tamanho dos seus sonhos.
Algumas pessoas poderão não entender suas escolhas, outras terão opiniões diferentes e haverá momentos em que você mesmo duvidará do caminho que está seguindo.
Escute o que for útil, aprenda com as experiências e continue construindo sua própria história.
Acredite em você: sua história ainda está sendo escrita

Hoje, quando olho para algumas das minhas atitudes do passado, percebo que nem sempre reconhecia o meu próprio potencial.
Eu me afastava de situações, evitava conversas e duvidava de qualidades que outras pessoas conseguiam enxergar em mim.
Naquele momento, não compreendia o que estava acontecendo.
Agora, posso olhar para essas experiências com mais consciência e aprender com elas.
Talvez você também esteja passando por uma fase em que já não reconhece a pessoa que era antes.
Talvez tenha deixado de fazer coisas de que gostava, esteja duvidando da própria capacidade ou tenha se acostumado a pensar que determinadas conquistas não são para você.
Se for esse o seu caso, não precisa resolver tudo hoje.
Comece observando seus pensamentos, reconhecendo seus desejos e identificando uma pequena atitude que possa tomar.
Você não precisa ter certeza de como tudo vai acontecer para começar.
Precisa apenas estar disposto a aprender, agir e continuar, mesmo quando o caminho não sair exatamente como imaginou.
E lembre-se: não espere que todas as pessoas reconheçam sua capacidade para começar a reconhecê-la também.
Acolha os elogios, valorize suas conquistas e não diminua aquilo que existe de bom em você.
Você ainda tem muito a aprender, como todos nós, mas isso não significa que precise esperar até se sentir perfeito para realizar alguma coisa.
A vida continua acontecendo, e novas oportunidades podem surgir de maneiras inesperadas.
Não permita que a insegurança faça você fechar todas as portas antes mesmo de descobrir o que existe do outro lado.
Vá, tente, aprenda, recomece.








