Autoconhecimento: voltando para onde nunca deveríamos ter saído.

Existe um lado da procrastinação e da autocritica que pouco se fala.

É, quando deixamos de confiar em nós mesmos, até mesmo pequenas decisões podem parecer difíceis.

É como entrar em um ciclo.

Você deseja mudar, mas não consegue começar.

Por não começar, sente-se culpado.

Por sentir-se culpado, passa a acreditar que não é capaz.

E, acreditando que não é capaz, fica ainda mais difícil começar.

Com o tempo, esse ciclo pode fazer com que você deixe de olhar para dentro e passe a olhar apenas para aquilo que acredita estar fazendo de errado.

E é justamente nesse momento que o autoconhecimento pode ser deixado de lado, quando começamos a olhar mais para nossas falhas do que para quem realmente somos.

É aí que existe um perigo silencioso: começamos a definir quem somos pelos nossos fracassos.

“Eu sou preguiçoso.”

“Eu não tenho disciplina.”

“Eu nunca termino nada.”

“Eu não consigo.”

“Eu deveria ser diferente.”

Talvez algumas dessas frases tenham sido repetidas tantas vezes que passaram a parecer verdades.

Mas uma coisa é reconhecer um comportamento.

Outra, completamente diferente, é transformar esse comportamento em uma identidade.

Você pode procrastinar sem ser uma pessoa incapaz.

Existe uma pressão constante para melhorar.

Precisamos estudar mais.

Trabalhar mais.

Ganhar mais.

Produzir mais.

Cuidar do corpo.

Criar hábitos.

Acordar cedo.

Ser produtivo.

Não existe problema em querer melhorar de vida.

Não existe problema em ter sonhos, objetivos e vontade de conquistar coisas novas.

O problema começa quando passamos a correr sem saber para onde estamos indo.

Porque de que adianta chegar rapidamente a um lugar que nunca desejamos estar?

Essa é uma pergunta que pode parecer simples, mas talvez seja uma das perguntas mais importantes quando começamos uma jornada de autoconhecimento.

Antes de perguntar “como posso chegar mais longe?”, talvez seja necessário perguntar:

“Para onde eu realmente quero ir?”

Essa talvez seja uma das partes mais difíceis.

Existem momentos em que sabemos exatamente o que não queremos, mas não fazemos ideia do que queremos construir.

Você olha ao redor e vê pessoas seguindo seus caminhos.

Uma pessoa sabe qual profissão deseja.

Outra está construindo uma família.

Outra abriu um negócio.

Outra viaja pelo mundo.

Outra parece ter encontrado seu propósito.

E você olha para tudo isso e pensa:

“E eu? O que eu quero?”

Essa pergunta pode assustar.

Mas ela também pode ser o início de uma transformação.

Talvez tenha aprendido desde cedo que determinadas profissões eram melhores.

Ou simplesmente passar algumas horas fazendo algo sem precisar justificar por que aquilo era importante.

Autoconhecimento
Fonte: Vivendo fora do Automático

1. O que eu gosto de fazer?

2. O que eu não gosto de fazer?

3. Quais atividades fazem eu me sentir bem?

4. Quais são minhas principais habilidades?

5. O que as pessoas costumam elogiar em mim?

6. O que eu fazia por prazer quando era criança?

7. O que eu faria se não tivesse medo de fracassar?

8. Que tipo de vida eu realmente desejo construir?

9. Quais coisas estou fazendo apenas porque acredito que deveria fazer?

10. O que hoje já não faz sentido para mim?

Autoconhecimento
Fonte: Vivendo fora do automático

Leia também:

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Procrastinação e autocrítica: quando a culpa começa a tirar o brilho da vida.

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Criei este espaço porque gosto de refletir sobre a vida.

Por aqui, compartilho reflexões sobre propósito, autoconhecimento, mudanças, hábitos, procrastinação e os desafios de viver uma vida que realmente faça sentido.

Não tenho todas as respostas. Estou aprendendo enquanto caminho.

E talvez seja justamente isso que significa, para mim, viver fora do automático: parar, olhar para dentro e começar a fazer escolhas mais conscientes.

Fique à vontade.

Espero que você se identifique e se sinta em casa por aqui.

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